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Guus Hiddink aos comandos da Costa do Marfim

De acordo com o canal de televisão holandês NOS, o escolhido pela selecção africana será mesmo Guus Hiddink. O treinador, que já participou por 3 vezes em Campeonatos do Mundo, deverá assinar um contrato de apenas 2 meses, de 15 de Maio a 15 de Julho com os “elefantes”, uma vez que depois a partir de 01 de agosto, o treinador começa a trabalhar na selecção da Turquia.  O holandês tem agora 10 dias para confirmar a desvinculação à federação russa, cuja selecção comanda desde 2006. Recorde-se que Hiddink, de 63 anos, por 2 vezes alcançou o quarto lugar em provas desta natureza, com a Holanda em 98 e com a Coreia do Sul em 02.  No Mundial de 2006, o treinador holandês levou a Austrália, “apenas” aos oitavos-de-final.

Mourinho não tardará e decerto vai saber responder à letra !

“Jesualdo Ferreira deve sair pelo próprio pé”

Depois do pesadelo de ontem, em Londres, Rui Moreira, adepto e comentador do FC do Porto, defende que o Prof. Jesualdo Ferreira deve sair já do comando técnico da equipa, reconhecendo também, em entrevista à RR, que o técnico azul e branco não é o único culpado, apontando a política de contratações como um dos factores que contribuíram para a má época desportiva.

Gary Lineker & Frank Lampard

Um golo fantástico que provavelmente ainda não viu

  • 10 Mar, 2010



Reece Connolly avançado de 18 anos do Salisbury no jogo contra os York

Desculpa lá…

  • 10 Mar, 2010



Robbie Kruse (Melbourne Victory) vs Kim Sung-Hwan (Seongnam Ilhwa)

Penálti ilegal?

  • 10 Mar, 2010

O jogador número 5 coloca a bola na marca de grande penalidade, vira-se de costas para a baliza e é o capitão que marca a grande penalidade. Ilegal não?


Um dragão facilmente abatido pelos canhões

Não restam dúvidas: foi o FC Porto temerário, atemorizado, com poucas forças para lutar, até contra a fortuna que entrou em campo. Foi goleado, demolido, por cinco-zero. Caiu sem glória. Como um inexperiente trapezista que se atreve a subir para uma corda bamba, sem o chão à vista, o FC Porto tremeu sempre que o Arsenal se aproximou da sua baliza. Não foi capaz de retirar espaço aos gunners, deixou que utilizassem a sua melhor arma: aquele passa e repassa fácil, simples e extremamente eficaz. Com a bola nos pés, poucas equipas jogam tão bem quanto este Arsenal. Os portistas sabiam, por isso, que não poderiam falhar. Mas entraram demasiado receosos, incomodados pela ansiedade. Pagaram-no caro. Saem pela porta dos fundos da Liga dos Campeões. E dizer que Helton foi o melhor jogador azul?

Há dias em que o melhor é nem sair de casa. A exibição de Fucile em Londres é um exemplo horrível, incrível como um jogador pode ficar de tal forma ligado a uma derrota. O lateral uruguaio, admirado pela sua garra, símbolo da abnegação que os adeptos querem ver espelhada na equipa, ficou ligado a quatro dos cinco golos do Arsenal: involuntariamente colocou a bola nos pés de Bendtner e Eboué, nos primeiro e no terceiro golos, para além de uma falha colossal, verdadeiramente inaceitável, quando entregou a bola a Arshavin, que faria o passe para o segundo golo de Niklas Bendtner, e cometeu uma grande penalidade que culminou no último tento dos gunners. O último golpe num dragão há muito desaparecido, há muito com a bandeira enrolada, há muito com os braços em baixo.

Não se pretende com isto dizer que a culpa da derrota ante o Arsenal recai somente em Fucile. Fica ligado aos golos, contudo não é o único que deve ser crucificado. Esta equipa do FC Porto, convenhamos, não tem características para assumir o seu futebol. Os gunners não tinham Fabrègas, o cérebro de Arsène Wenger, mas ninguém se lembrou do espanhol. Nasri e Arshavin, dois jovens, talentos puros, diverte-se a jogar e levam toda a equipa atrás de si. Abriram brechas na defesa azul, apoiaram-se em Bendtner, um avançado letal, fadado para marcar a portugueses. O jogo sintetiza a época do FC Porto: passiva, sem agressividade, na expectativa, impotente para impedir o andamento do adversário. A equipa entrou numa verdadeira panóplia de erros, ruiu, deixou que o Arsenal jogasse a bel-prazer.

Se na primeira parte nunca os portistas incomodaram Almunia, não tendo capacidade para construir lances de futebol atacante, há que dizer que, após o descanso, surgiram com outra alma. Com dois golos de desvantagem, longe de ser impossível de recuperar, um tento bastaria para empatar a eliminatória, Jesualdo Ferreira prescindiu de Nuno André Coelho, a surpresa, central utilizado a trinco, sem qualquer rotinas nessa posição, para lançar Cristian Rodríguez. A equipa portista melhorou, equilibrou o jogo, aproximou-se do golo. Teve oportunidades. Estava na melhor fase do jogo, mas voltou a errar. Fatal. Nasri entrou na área, bola no pé, como um íman, fintas sucessivas, encarou com três jogadores portistas, driblou e rematou para o terceiro golo. Finito. Tudo resolvido. Passividade total. Demasiado fácil.

Onze dragões de cabeça baixa, sem um líder dentro de campo, verdadeiramente à deriva e servindo de cobaia para um Arsenal empenhado em engordar o resultado. A história do jogo estava escrita, restava aos portistas terminarem com dignidade. Haveria de ser igualado o resultado de Setembro de 2008, quatro golos sem resposta, remate de Eboué, “assistido” por Fucile, após um canto favorável ao FC Porto. Simbólico do desnorte completo dos portistas, esperando pelo final do jogo, esperando não serem ainda mais dizimados pelos canhões britânicos. Em cima dos noventa, Fucile, entrado num pesadelo sem fim, cometeu grande penalidade e deu a Bendtner a oportunidade de firmar o seu hat-trick. O dragão encolheu-se, caiu com estrondo. O Arsenal é bom, sim, mas nada justifica tamanha humilhação europeia.

Noite para esquecer

Não é fácil vir escrever um comentário a um jogo que foi uma descida ao inferno, um daqueles pesadelos que desejamos poder voltar atrás e mudar o curso da história. Os sócios do Porto, os adeptos do Porto, toda a gente que gosta do Porto, é exigente e não aceita que haja desculpas pelo superior valor (que é evidente) do Arsenal em relação à nossa equipa, porque o Porto joga nos olhos e luta de igual para igual com qualquer adversário, tenha os jogadores que tiver, tenha o dinheiro que tiver, porque em futebol são 11 contra 11 e a bola é sempre redonda.

Aquilo que aconteceu hoje demonstrou qual é a posição mais importante de uma equipa e muitas vezes ignorada, e demonstrou também que na mais alta competição, qualquer erro pode significar não só uma derrota como uma total eliminação. Ao Porto faltou o médio defensivo que fosse igualmente o primeiro construtor de jogo, o Arsenal tem um que é espectacular, ele faz tudo, recupera e leva a equipa todas as costas de ponta a ponta, ganha de cabeça, ganha no chão e não me apetece continuar a elogiar um jogador adversário por muito que o mereça. Uma palavra de apreço desde já pelo Nuno André Coelho, ninguém lhe podia pedir mais do que aquilo que fez pois aquela nem sequer é a sua posição e mesmo assim, fez um jogo muito acima da média nos 45 minutos que esteve em campo e não deve ser fácil ser substituído num jogo destes.

As debilidades e os erros do Porto concentram-se mesmo na linha defensiva. O Helton tem uma agilidade fantástica, fez um conjunto de intervenções sublimes, mas depois mete água de forma impressionante em pequenos detalhes que por vezes passam despercebidos. No (magnífico) golo do Nasri, um guarda-redes ao sair-se ao jogador para tapar o ângulo de remate, não pode meter um braço atrás das costas, tem é que abrir os braços e diminuir ao máximo o espaço para o jogador meter a bola. Ainda assim é justo dizer que foi por ele que não levamos 8 ou 9. Depois os centrais, o Bruno Alves não é o mesmo da época passada e o Rolando nunca foi propriamente uma estrela. Do lado esquerdo o menos mau, é um excelente defesa esquerdo; à direita as brincadeiras saíram muito caras, o Fucile sempre foi algo irreverente mas estas coisas por vezes… muitas vezes… correm mal.

Na segunda parte o Porto entrou bem e fez aquilo que os portistas esperam deste clube, um jogo olhos nos olhos e de igual para igual. Os 3 golos que o Porto sofreu neste segundo tempo, 2 deles devido à supremacia individual dos jogadores do Arsenal e o último já um bocado a despropósito, foram contra-corrente e não traduzem o que se passou em campo. Perder por 5 é duro, é muito duro. O que se espera agora, é que jogadores, treinadores e dirigentes fiquem tão chateados com esta derrota, como se fosse com um clube mais fraco. Que não se desculpem com a qualidade do adversário mas sim que analisem todos os erros que cometeram e que melhorem para o futuro.

Há que levantar a cabeça e perceber que o campeonato não está decidido, a participação na próxima Liga dos Campeões muito menos, e que temos duas taças internas para conquistar. Mesmo.

Felicidades para o Sporting e para o Benfica na Liga Europa.

Toma, toma, toma !

 

Filmagem da celebração de  Campbell que parece ter tido azar ao celebrar o primeiro golo do Sunderland frente ao Bolton …

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