Queixinhas
O futebol nunca será um poço de virtudes. As habilidades e desonestidades recentemente escutadas só espantam quem acompanha esta modalidade com menos interesse. E é assim um pouco por todo o mundo, não tenhamos dúvidas quanto a isso. Contudo, em Portugal ultrapassam-se todos os limtes da sanidade e do bom-senso. E nem é noticia, vem na última página de um jornal desportivo, ao lado da errata. Diz a peça: “O FC Porto pede ao Conselho de Justiça (CJ) da FPF que declare a inconstitucionalidade da norma (…) que implicou a suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru até à decisão do processo.” A argumentação portista continua, sustentada por uma alegoria descabida sobre o “direito ao trabalho” dos jogadores em questão. Em que medida isto pode configurar um claro desvio ás regras do bom-senso? A explicação vem a seguir: “a suspensão automática aplicada a jogadores expulsos (…) resultou de uma alteração regulamentar proposta pelo próprio FC Porto na Assembleia Geral de 29 de junho de 2009 e que entrou em vigor na presente temporada”. É isto que os muitos “senadores” tripeiros, que têm milhares de caracteres á disposição em todos os jornais desportivos, não são capazes de escrever, preferindo a especulação barata e a vitimização típica de mentes pouco saudáveis. São, sem tirar nem pôr, os mesmos opinadores que apelidaram de “queixinhas” o processo que o Benfica e o Vit. Guimarães levaram até á UEFA para que esta apreciasse a admissão do FC Porto na Liga dos Campeões depois do Apito Final.
Vale a pena estabelecer um pequeno paralelismo que não deixa de ser curioso: O Benfica foi acusado de querer entrar na Champions pela secretaria quando apelou á UEFA que aplicasse a lei: [Critérios de admissão à Liga dos Campeões da UEFA; alinea d, artigo 1.4 – “...o clube não pode estar ou ter estado envolvido em qualquer actividade destinada a combinar ou influenciar o resultado..."] o FC Porto recorreu de uma sentença evocando a inconstitucionalidade de uma lei que propôs há pouco mais de 6 meses…
Curiosamente, quando foi condenado á perda de 6 pontos e á suspensão por 2 anos do seu presidente não houve, naquela casa, quem se lembrasse de interpôr recurso. É evidente que o atraso pontual para os primeiros tem de ser mascarado de qualquer forma. Outros já usaram do mesmo expediente. Mas enquanto a litigância de má-fé não fôr punida, bem podemos clamar por uma justiça célere. Os tribunais, desportivos ou civis, são um poço de papel inútil e contraditório que mina a eficiência das decisões e a credibilidade que os cidadãos lhes atribuem.
Nota: A (pré-) histórica Internacional Board voltou a negar a entrada da tecnologia no Futebol. Diz Jerome Valcke que “o jogo deve continuar humano” e que “os erros fazem parte do interesse do jogo e da paixão com que é vivido o futebol”. Gostava que este sujeito fosse preso. E que o juiz lhe dissesse: “-Sr.Valcke, eu sei que o senhor é inocente mas não o absolvo porque isso tiraria o interesse de um apaixonante julgamento…!








Queixinhas http://goo.gl/fb/VEEZ
Ao contrário do post anterior post que é ridiculo, este é muito bom.
Excelente post e excelente comentário.
RT @futebolpt: Queixinhas http://is.gd/9VfzW
Texto ridículo.
É evidente que o FCP tem dupla razão.
1.º na inconstitucionalidade.
2.º na moldura disciplinar a aplicar a Hulk e Sapunaru – de 2 a 5 jogos.
Quando criaram a lei não era injusta, agora já é. Sabes qual é a diferença entre o futebol em Portugal e nos restantes países de topo? É que por muito famosos e mediáticos que sejam os jogadores, eles são punidos pelos próprios clubes e pela federação quando incorrem em comportamentos deploráveis, leia-se dignos de animais irracionais, como foram os casos de Hulk e Sapunaru. Por isso em vez de fazerem choradinho, deviam era educar os jogadores e dizer: “No fcp não fazemos coisas dessas, não vos pagamos para agredir.”. Mas infelizmente, vocês defendem ladrões e agressores (Super Dragões), corrupções e corruptos, etc e tal.
Sois grandes. Ainda agora no julgamento dos assaltantes no nossa cidade, vai ver qual é o grupo a que pertencem, dou-te uma pista: a sigla é SD. E um bonus, já estão a ameaçar os juízes no caso. Se tem orgulho nisso, os meus parabéns.
Aqui ridículo só mesmo um nabo João “Pode ser” Ferreira.
Sr.Carlos “Boa Viagem” Calheiros aceito que discorde do que foi escrito, mas acho que nos podia presentear com algo mais que enumerações absurdas que em nada favorecem o dialogo sensato que se pretende, pelo menos nos posts assinados por mim.
Antes de mais devo dizer que ainda não li todos os post’s mas aprecio a sua forma de escrever, diz o que “lhe vai na alma” e de forma organizada e bem escrita.
Permita-me discordar da sua tese e do que defende. Pelo que já li penso que aceita opiniões contrárias, o mal de muitos que comentam é não contribuirem, como diz, para uma discussão civilizada de opiniões.
Cada um de nós tem um clube e defende-o, é o que dá o sal ao futebol.
Neste caso, não concordo consigo em alguns pontos.
Pode-se discutir o exagero de considerar inconstitucional a norma aplicada pelo CD mas do mesmo modo é exagerado a suspensão dos atletas pelo longo período que estão sujeitos (o verbo é escrito no tempo que queria). Por mais justificações que o dr. Ricardo Costa tente apresentar, não tem razão e essa posição é defendida por ilustres mestres em direito (muito mais que o dr. Ricardo Costa).
Históricamente, temos constatado inúmeros erros de apreciação que quando em sede de recurso são alterados não há tempo para remediar o que já foi aplicado. O que seria necessário legislar seria os casos em que o recurso tem efeitos suspensivos.
A questão fulcral é conhecida, saber se os ARD são intervenientes no jogo. COmo é defendido e que considero correcto, não são. E não o são pura e simplesmente por um motivo (outros existirão), mas se a Liga não tem poder para punir os assistentes de recintos desportivos da mesma forma estes não podem ser considerados intervenientes no jogo. É este o ponto fundamental.
O que o dr. Ricardo Costa sistemáticamente faz é aplicar a lei como ele a entende. Dirão que são os adeptos do FCPorto que não gostam do juíz do CD. Pergunto se não será o contrário.
E o outro caso que refere vem dar razão ao que o Conselho Disciplinar e dr. Ricardo Costa em especial pretendem.
O Benfica e Vit. Guimarães bem que tentaram ganhar um lugar que não foi conquistado em campo, não é uma questão de queixinhas mas de pretender ganhar o que não tinham ganho, o que ainda é mais grave.
No final e apesar de continuarem a comentar o assunto, a UEFA não excluiu o FCPorto da Champions League, para mim é suficiente porque a UEFA apesar de ter o Sr. Platini a querer o FCPorto fora de competição, decidiu que o FCPorto era o legítimo campeão nacional e com direito a participar na Champions League.
Convém não esquecer o que o Sr. Platini enquanto jogador francês e da Juventus conseguiu influênciar decisivamente jogos, como por exemplo o célere Juventus-FCPorto na final da antiga Taça das Taças.
O que chama “senadores” tripeiros (deveria incluir nas aspas “tripeiros” não fazem “especulação barata” nem “vitimização típica de mentes saudáveis” (aqui esteve mal na adjectivação).
São factos a diferença de tratamento entre os “túneis” de Braga e da Luz, nenhum jogador do Braga foi preventivamente suspenso, mais tarde, Vandinho foi suspenso e Mossoró castigado com 3 jogos, curiosamente, o Braga liderava e o castigo a Mossoró terminava antes do jogo no Dragão. Não acredito em coincidências, pelo menos com este conselho disciplinar.
Se dr Ricardo Costa estivesse convicto da sua decisão não teria justificado em inúmeras entrevistas, não é este o procedimento da justiça, quem decide fundamenta-se no acordão e não tem de dar entrevistas para justificar a decisão. É aqui que reside o mal do futebol…
Quanto ao Sr. Jerome Valcke eu concordo com ele. A tecnologia a ser implementada no futebol teria de ser em situações muito especiais, teria como consequência e desumanização do futebol, do erro. Se assim fosse, em breve os jogadores seriam máquinas telecomandadas e para isso temos, como disse o treinador do seu clube, a playstation, onde se pode controlar o jogo e vencer os adversários mais difíceis.
Os julgamentos só são apaixonantes quando se faz justiça e um inocente nunca será condenado por capricho.
A sua alusão ao “sal do futebol” fez-me lembrar daquela conversa do Padre Antonio Vieira sobre o “sal que não salga” e a “terra que não se deixa salgar”. Parece-me que há um bocadinho dos dois aqui..! Tenho o defeito de aproveitar todas as hipoteses de trocar algumas palavras que fujam ás alarvidades que por aí se escrevem e isso faz com que tenha de lhe responder.
Não é tarefa fácil dado ao teor contraditório de alguns dos seus argumentos e a conclusões baseadas, a meu ver, em pressupostos falsos ou bastante discutiveis. Uma vez que preza a organização o ideal é definir bem do que estamos a falar.
O caso da Luz tem dois momentos; os actos de Hulk e Sapunaru e a sua suspensáo preventiva, e meses depois quando se deu a leitura da sentença. No primeiro momeno, e mesmo sem imagens, sempre fui da opinião que o castigo era estranho e pouco “desportivo”, sobretudo porque nunca tinha sido aplicado anteriormente. Comentei com quem me quis ler ou ouvir que se fosse com a minha equipa também achava mal. Isso vale o que vale e nem quando soube que tinha partido do Futebol Clube do Porto (FCP) a proposta para que a lei evoluisse nesse sentido. O que eu esperava era ouvir o departamento juridico do FCP a explicar o porquê de ter proposto a norma e que razões apresentava para a declarar inconstitucional 6 meses depois. Mas não foi isso que aconteceu, os pareceres dos seus “ilustres mestres” foram alimentando um discussão estéril contra um juiz que tinha cumprido o regulamento (suspender preventivamente) quando o que estava em causa era a morosidade da sentença definitiva. (A mesma morosidade que tanto jeito deu aquando da tramitação do Apito Final para a UEFA, mas já lá vamos.) Quando a sentença foi proferida a questão ainda se afastou mais do futebol enquanto desporto e passou a tratar do Regime Juridico dos Assistentes de Recinto Desportivo, genial! E os “ilustres mestres” poder voltar a fazer aquilo que melhor sabem: comentar. Não vale a pena discutir este assunto porque a sua opinião está visivelmente revestida de algum desgosto pela figura de Ricardo Costa. A questão fulcrar aqui é que niguém diz que os adeptos do FCP não gostam do dr.Ricardo Costa, o que toda a gente quer é os adeptos do FCP vejam que já passou o tempo do Guilherme Aguiar e do Pinto de Sousa. E que não suposto os clubes gostarem ou não dos juizes do Conselho de Justiça, os clubes fazem as leis e cumprem-nas quando os juizes, por eles eleitos, assim o deliberam.
E já foi este o comportamento do FCP quando as escutas foram resgatadas do pântano em que o futebol (ainda) se move. Nao me incomoda que o FCP não tenha gostado que o Benfica e o Guimaraes levassem o caso Apito Dourado á UEFA, nem tal facto será alheio á escolha do SC Braga, principal rival do Vitória, como novo “satélite” do FCP. O que me indispõe é a constante postura de obstaculização da Justiça por parte do FCP e constante guerrilha contra os seus executores.
Dentro do campo o Benfica ficou em 3º lugar, fora do campo o FCP e o seu presidente foram condenados por tentativa de corrupção e tráfico de influências. Ora se o regulamento de admissão da UEFA era explicito contra a admissão de clubes que tenham sido condenados por manipulação de resultados e se o FCP não recorreu da sentença onde está a imoralidade da acção conjunta de Benfica e Guimarães? A questão era clara como a água até entrarem em campo mais ilustres mestres do Direito, como os juizes que pediram escusa e fizeram atrasar o processo na FPF muito para além do admissivel. O Conselho de Justiça da Federação não conseguiu dar conta do recado da mesma forma que a Federaçao Italiana que 2 anos antes tinha despachado a Juventus e o AC Milan da Champions por casos idênticos.
A “vitimização tipica de mentes pouco saudaveis” também se debruça sobre o Braga-Benfica, é um facto. O que se passou nesse túnel foi tratado de maneira diferente por ter causas e intervenientes diferentes. Contudo, terá de admitir que houve suspensões preventivas. O Benfica perdeu bem o jogo apesar de não poder contar com o melhor marcador do campeonato durante a 2ª parte. Eu não vi as imagens mas dizem-me que não fez nada que justificasse a suspensão logo na 2ª parte dessa partida. Como também não haveria motivo para não jogar outros 2 jogos, um deles em Olhão, onde eu também deixei de acreditar em coincidências…
Por fim, o seu parágrafo sobre as novas tecnologias parece ter boas intenções mas, com pena minha, não percebo o que quer dizer com “teria como consequência a desumanização do futebol, do erro” e muito menos a alusão a “jogadores telecomandados”. Entendo o que escreveu como uma maneira azeda de se referir ás declarações de Jorge Jesus depois de ter sido prejudicado na Luz pela arbitragem. Confesso-me rendido á evidência de que haverá sempre uma forte razão para não intruduzir videos nem chips no futebol. Preocupa-me é o facto de haver árbitros a serem “telecomandados” através de ruas e rotundas do Porto até á casa de presidentes de clubes em vésperas de jogo. Humanização do ridiculo.
Sinceros cumprimentos.
Caro Leonardo
A terra quando salgada na medida certa deixa-se salgar. Concordo no que refere quanto a trocar palavras que fujam ao que na maioria das vezes lemos e não é um defeito, aqui sim há sal a mais que a terra não se deixa salgar…
Os momentos serão os dois que refere se tivermos em consideração a suspensão preventiva e a definitiva, no entanto, pelo meio e no final, assistimos a outros momentos que demonstram que o futebol perde credibilidade quando questões pessoais se intrometem no fundamento das decisões (como na sua analogia ao juíz que prefere um julgamento antes de decidir pela inocência).
A crítica ao dr. Ricardo Costa não é desgosto pela sua decisão, é mais do que isso, é ter um juíz incompetente a decidir. E é incompetente ao ponto de aplicar coimas semelhantes ao Benfica, devido ao comportamento dos Stewards no “túnel” e ao equipamento do Olhanense.
São os clubes que fazem os Regulamentos e o Conselho Disciplinar da Liga aplica-os, só que neste caso aplicou-os mal.
COmo refere, desde logo pelo castigo preventivo, sem direito a defesa, na sua verdadeira acepção (os jogadores não tiveram acesso a nenhuma das provas). As imagens não têm valor para a aplicação de penas pelo CD (a propósito das imagens, as câmeras são manuseadas por elementos do staff do benfica, mais preocupados em captar o que fosse possível do que intervir). Penso que valerá a pena referir essas imagens divulgadas pela SIC. Como teve a SIC acesso a imagens que não podia ter? Quem fez questão de apresentar as gravações? Concerteza que não foi o FCPorto nem o árbitro do jogo ou os ARD!
O que comentei mantenho e reafirmo, ainda que tivesse motivos para os castigos, o dr. Ricardo Costa não tinha de fazer do caso o seu show, com decisões em directo para as televisões, isso sim é inédito e não existe nenhum regulamento aprovado por clubes que dê essa prorrogativa ao dr. Ricardo Costa. Mas não ficou por aqui, deu entrevistas a todos os canais, a jornais, rádios, isto sim é a prova da fraca sustentação na argumentação.
O caso passou a ser acontecimento nacional, como o negócio PT-TVI e neste não há decisões…
O que está em causa é o Regime Juridico dos Assistentes de Recinto Desportivo, só porque o dr. Ricardo Costa e seus pares entende que os vulgarmente designados por Stewards são intervenientes no jogo é que o Conselho de Disciplina da Liga pode punir, se não considerasse não poderia aplicar o Regulamento que invoca.
E é nesta questão que a decisão peca por falta de fundamentação. Como o próprio admitiu, os Regulamentos são maus (quando muito são duvidosos), afirmou serem desproporcionados, pode, segundo defendeu nas entrevistas e na conferência de imprensa, condenar os jogadores mas não pode punir os ARD.
Não leu com atenção o que é referido como inconstitucional, não são os Regulamentos, mas as penas a que os jogadores foram sujeitos e o processo ainda está em fase de recurso. Nos tribunais comuns, como sabe, as decisões são definitivas após recursos. Admitiria a suspensão preventiva depois do acordão do Conselho Disciplina, não antes, até porque os jogadores estavam suspensos enquanto decorria o inquérito (e não me vou alongar quanto aos critérios do inquérito).
A inconstitucionalidade prende-se com o facto do jogador Hulk estar impedido de prestar trabalho desde 22 de Dezembro de 2009. Não vou por aí, basta todo o espectáculo já referido para considerar este episódio como caricato, anedótico, de difícil adjectivação.
O caso em Braga não teve direito a conferência de imprensa, mas causou prejuízos ao Braga, uma vez que foi decidido numa 6.ª feira e apenas comunicado na 3.ª feira seguinte com o “mercado de inverno” fechado.
Para não ser longo demais e já o estou a ser, o caso da comunicação à UEFA. Ainda bem que o fizeram porque a UEFA veio confirmar que a decisão foi mais uma vez errada (a que retirou 6 pontos e o castigo a Pinto da Costa). Se a Uefa tivesse entendido que houve tráfego de influência não teria admitido o FCPorto a participar na Champions, mas não o fez e, deste modo, a justiça às vezes deixa de ser cega e nem daltónica o é.
De escutas temos muitas, do presidente do benfica também, como do 1.º ministro e demais políticos.
Não percebo o seu raciocínio de castigos preventivos no Braga-Benfica, diz que o Benfica perdeu bem e depois fala de Cardoso ter sido expulso durante o jogo, não vejo nenhuma relação causa consequência. Se lhe disseram que não devia ter sido expulso, deveria ver as imagens.
O que escrevi no final quanto á tecnologia no futebol é um tema que merece reflexão separada. A alusão ás declarações de Jorge Jesus da playstation não tem nenhum azedume, já escrevi que a tecnologia no futebol transformaria num jogo de playstation e Jorge Jesus ainda não tinha proferido essa comparação, entretanto ao que parece cansou-se da consola…
O que digo é que o erro faz parte do ser humano, o jogador pode falhar o golo, o passe, logo o árbitro também pode falhar, o que não pode é ter um critério e mudá-lo como não pode ignorar as leis e conselhos como aquele que diz em caso de dúvida não se assinala fora-de-jogo.
Por comparação, o Rugby tem o chamado vídeo-árbitro mas são desportos diferentes, o Rugby tem pausas, o ensaio foi ou não foi concretizado, por exemplo, mas nem no rugby todos os jogos dispõem dessa tecnologia.
Quanto a árbitros telecomendados, antes vê-los à luz do dia em conversas com dirigentes do que “encontros escondidos no silêncio da noite”.
Agradeço e retribuo da mesma forma os sinceros cumprimentos
Ao fim ao cabo parece que lidamos bem com os erros, quando eles são cometidos dentro das 4 linhas e debaixo da pressão do momento. Quando cheira a erro “cozinhado” num qualquer escritrório de advogados é que a situação se torna mais triste. É quase obrigatório que a nossa simpatia por clubes rivais nos faça interpretar de forma diferente os mesmos factos. A subjectividade reina quando trocamos passes e dribles por leis e decretos e esgota-se-me o animo para discuti-los. Não sei se tem a ver com a dimensão do país ou com a dimensão Ética dos portugueses mas parecemos um Estado pequeno demais para ter Justiça; porque todos os juizes têm um partido, um clube ou uma religião. Os acusados, caso queiram, teráo sempre algo a arremessar á honra e do seu juiz (aqui num sentido mais lato) e os absolvidos pugnarão pela credibilidade de quem os ilibar. Seja á luz do dia ou no calor da noite haverá sempre tráfico de influências porque o Futebol não pode ser um compartimento estanque da sociedade portuguesa, onde todo o tipo de tráfico coabita. Cabe-nos a nós, adeptos, já que os media não contribuem em nada para essa causa, ter a sensatez de criar um ambiennte saudavel de rivalidade.
Em concreto não concordo com a pena a que Hulk e Sapunaru foram condenados. Não puseram em causa a integridade fisica de nenhum jogador adversário e logo aí a pena de exclusão dos campos de futebol por tanto tempo parece-me desadequada. Mas nem vou fazer uma lista de “desadequações” encontradas no processo Apito Final (Porto -6 pontos e Boavista desce de divisão?!?!).Se o Benfica foi beneficiado com isto? Não. Já tinha sido provado em campo quem era a melhor equipa naquele momento (+1 ponto antes de jogo). Se o FCP foi prejudicado? Talvez. Se bem que as ultimos prestações de Hulk e as poucas de Sapunaru não demonstram tal prejuizo. Mas lá está, isso é muito mais que subjectvo. Se o campeonato ficou a perder com esta trapalhada toda? Claro que sim. Porque durante semanas tivemos programas desportivos com imagens de tuneis em vez de golos. Uma novela mal escrita, mal interpretada e mal explicada que deu tempo de antena aos tristes do costume (Cervan, Vasconcelos, Poncio, Aguiar…) habituais praticantes da mui pouco nobre arte de dizer tudo e o seu contrário.
Enfim, já ando á deriva no assunto. Hoje há bola!! Cumprimentos e que um bom jogo nos espere logo á noite.
Eheh, quando me falem no video arbitro do Rugby mando-os a eles ir ver Rugby…! O meu interesse não é tanto em novas tecnologias porque elas nunca poderiam ser aplicadas transversalmente a todos os escalões da modalidade, e aí, a verdade desportiva estava morta á partida. Defendo sim alterações de regras para as quais apenas é preciso um simples relógio. E têm como objectivo a minimização dos tempos mortos. A saber num próximo post.