Depois de deixar assentar a poeira, levantada pelo fraco jogo de futebol do passado domingo no Estadio Soccer City, em Johanesburgo, cá estou calmamente a remeter o ultimo apontamento sobre este Mundial de Futebol 2010, que vai ficar na história por várias razões.
Felizmente que a maioria dessas razões são bem positivas.
Primeiro Mundial de Futebol realizado no continente africano, não deixou má imagem ao futebol mundial, e credenciou muito positivamente a Confederação Africana, e muito em especial a Africa do Sul, que bem podem orgulhar-se de uma realização se não optima, (e optimo não existe…) pelo menos muito boa.
Não se assistiu a grandes jogos, mas viveu-se uma competição bem equilibrada na sua globalidade.
Depois deste Mundial a Espanha passa a fazer parte do restrito numero de reis do futebol mundial, que tem ainda sentado no trono o Brasil com 5 titulos, seguido da Italia com 4, Alemanha 3, Argentina e Uruguai com 2 e a França com 1.
Das figuras deste Mundial, a mais destacada foi a bola da competição, a famosa Jabulani que vai ficar eternizada pela sua capacidade de enganar guarda-redes, e deixar jogadores em furia quando batia no relvado e ganhava uma velocidade incrivel e impossivel de alcançar e controlar denro das quatro linhas por qualquer mortal…
Outra figura foi o polvo “Paul”, que se tornou uma imagem de marca, e lá foi acertando todas as previsões, embora a caixa para entrar e designar o vencedor; estivesse estrategicamente, ‘sempre’, colocada no lado direito, e isso pode ter contribuido para a sua “rara” capacidade de fazer de adivinho desportivo…
Outro destaque foi a Selecção Suiça, que acabou por ser a unica a conseguir derrotar o novo campeão mundial, e nem mesmo assim foi capaz de chegar aos oitavos de final da competição.
Agora os destaques a nivel de figuras, não deixaram muitas duvidas, com a consideração do melhor jogador do mundo, segundo a Fifa, a ficar nas mãos do uruguaio Diego Forlán (Bola de Ouro), seguido do holandês Wesley Sneijder (Bola de Prata) e do espanhol David Villa (Bola de Bronze).
Andrés Iniesta, para além de ter tido a honra de levantar a tão desejada taça, foi ainda o herói da ultima noite ao marcar o golo solitario da vitoria, e foi eleito pela Fifa o melhor da partida final contra a Holanda, virando heroi espanhol.
Casilhas ganhou o trofeu de melhor guarda-redes e Muller o de jogador revelação jovem.
Falando agora concretamente da final disputada no magnifico estadio Soccer City de Johanesburgo; dizer que a Espanha, ao vencer por 1 – 0, a violenta equipa da Holanda, no prolongamento, 116 minutos, inscreveu finalmente o seu nome na tal restrita lista de vencedores de um Campeonato do Mundo, de que já fiz referencia acima.
A Holanda passa a ser conhecida como a Selecção que nunca consegue lá chegar… pois com 3 finais, tem contabilizadas 3 derrotas… uma contra a Argentina 1974, Alemanha 1978, e agora em 2010 contra a Espanha.
Neverland será a melhor designação!
Para animar o inicio do jogo, um “demente” entrou em pleno relvado, tentando tocar os 6.135 kg da taça, o que mais uma vez mostra as debilidades da segurança, por muito que se tente não falhar nestas questões, pois já antes um outro “demente” tinha invadido um jogo, e numa outra ocasião o balneario da Selecção Inglesa recebeu a visita de um estranho intruso.
Falando de futebol…
Numa final, normalmente ganha quem erra menos, ou acerta mais, e esta foi mais um exemplo dessa eterna maxima…
A Holanda e a Espanha surgiram com esquemas taticos iguais, num claro 4 x 2 x 3 x 1, com a Espanha a mostrar mais dominio de jogo, com mais posse de bola, e a Holanda a praticar um jogo baseado na estrema violencia, que o arbitro ingles foi permitindo, sem que no entanto não tenha deixado de mostrar 9 cartões para a Holanda, sendo um deles vermelho, e a Espanha a merecer 4 cartões amarelos, para um jogo de final mundial 13 cartões… muito fica dito…
Só aos cerca de 30 minutos de jogo a Holanda conseguiu chegar a algum equilibrio no jogo, e antes dos 8 minutos já tinha visto 2 cartões amarelos.
Na segunda parte o jogo equilibrou mais, e Robben teve a sua disposição duas magnificas oportunidades, frente a frente com Casillhas, mas este com magnificas defesas negou o golo. A Espanha pelo seu lado também teve 3 boas oportunidades, mas também não conseguiu fazer golo, e os guarda redes passaram a ser as figuras do jogo.
Chegamos assim ao prolongamento, com a maior das naturalidades. No primeiro periodo de 15 minutos a Espanha ainda reclamou de um suposto penalti, que na verdade não existiu, e Fabregas teve um frente a frente com o guarda-redes holandes que também acabou por não dar em golo para a Espanha.
A Espanha se mostrava mais afoita no ataque, até porque a Holanda acaba por ficar reduzida a 10 jogadores logo no inicio da segunda parte do prolongamento, quando Heitinga foi justamente mandado mais cedo para o balneario.
Tenho para mim que este facto não influenciou o resultado, até porque a Holanda não mostrou sentir muito a falata de um elemento.
Aos 116 minutos a Espanha marcou com alguma naturalidade, face ao maior caudal ofensivo, e maior vontade em resolver o jogo nos 120 minutos, e já com os penaltis a espreitarem no horizonte… A sorte estava traçada, e depois de Iniesta carimbar com exito a baliza da Holanda, era só esperar pelo apito final…
A arbitragem desta partida final não foi grande coisa, com vários erros que felizmente não tiveram influencia no resultado final. Prova dessa mesma falta de rigor e qualidade foram os inumeros apupos escutados a quando da subida da equipa de arbitragem para
receber a medalha de presença na final.
Assim se encerra este Mundial da Africa do Sul, com a Monarquia Espanhola a derrotar a Monarquia Holandesa, e a tornar-se Campeã Mundial até que em 2014 o Brasil receba o proximo mundial.
Resultados praticos imediatos a retirar:
Esta vitoria da Espanha pode ser muito benefica no apoio a candidatura conjunta da Espanha e Portugal a realizarem o Mundial de 2018.
Parabens a Espanha que foi uma muito justa vencedora, face ao futebol praticado pelas outras 31 Selecções presentes.
“João Massapina”
Julho 15, 2010 at 1:02 am
@João. Gostei do título, só por isso já valia a pena ler o artigo. Só faltou escrever que a única selecção que não perdeu um jogo foi a Nova Zelândia! E claro, a Espanha mereceu ganhar, porque tem os melhores jogadores, o treinador não inventou, e o futebol apresentado era muito forte, do ponto de vista colectivo.
PS: O que aconteceu ao texto que não tem quase nenhum acento?
Julho 15, 2010 at 4:08 pm
Caro Xavier Orkall
Obrigado pela deferencia no gosto sobre o titulo.
Sobre a Nova Zelandia tem toda a razão, e merece sem duvida uma referencia pela positiva.
Sobre acentos, e a falta deles kkkkkkk, estou a escrever temporariamente num equipamento que esta deveras desconfigurado, e dai o esforço para tentar que o texto chegue a tempo e horas, mesmo sem acentos. Grato pela atenção.
Saudações